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Serviço de "personal nerd", opiniões? [Longo, mas importante]

Criado por Gabriel Bemfica há 1 year. 20 posts e 8 usuários (3403 views)

Tava lendo na revista Gloss (minha namorada que assina, não me batam!) uma matéria que dizia ter personal pra tudo: personal trainer, personal stylist, personal organizador de guarda-roupa (sério!). Numa notinha no fim da matéria, falava sobre personal nerds, pessoas que ensinam outras a usar computadores e gadgets. Me interessei, fui atrás e achei isso aqui:
http://migre.me/3KgJF (G1)
http://migre.me/3KgNz (Revista Galileu)

As matérias não são muito detalhadas, mas já dá pra ter uma ideia.

Entrei em contato com as empresas citadas nas matérias, mas nenhuma me deu retorno. Então pensei em começar eu mesmo um serviço do tipo! Eu não sou expert em fabricação de semicondutores, tampouco consigo criar um sucessor do Angry Birds em duas horas de trabalho, mas eu entendo bastante de informática e gadgets, no lado relacionado ao consumidor. Logo, trabalhar como um profissional que, sabendo das necessidades e pretensões do cliente, saberia prontamente apontar o produto a ser comprado, e ensinar como usá-lo, seria bem a minha praia. Que eu tenha visto, não há nenhum profissional desse tipo aqui no nordeste (moro em Fortaleza, se alguém quiser me contratar :P), e eu venho fazendo isso (acredito que da mesma maneira que muitos aqui) informalmente, para parentes e amigos, há tempos. Logo, só estaria começando a ganhar dinheiro com algo que já faço por costume.

Minhas perguntas são essas:
1 - Vocês acham que há mercado para tal profissional? Gostaria de ter respostas especialmente de quem mora no nordeste, uma vez que esse nicho no sudeste já está sendo explorado, e eu não teria condições de atender em outras regiões do país.
2 - Quanto vocês cobrariam, no meu lugar? Eu montei uma planilha básica com alguns preços, há mais serviços que poderiam ser adicionados, se houvesse demanda para tal. Segue o link com os preços, planilha do Google Docs:
http://migre.me/3Kh7Z
Eu imagino que esteja cobrando realmente barato pelos serviços (onde moro, uma configuração de redes não sai por menos de R$150,00. Idem para formatação de HD com backup). Vale lembrar que, apesar de ter alguns serviços de assistência técnica listados, esse não é o foco do profissional. O foco é deixar o cliente pronto para usar o seu equipamento no menor tempo possível, e isso inclui alguns serviços básicos (eu vou no seguinte pensamento: posso ganhar 50 mangos configurando a WiFi do cara e deixá-lo pronto pra usar seu iPad de qualquer lugar da casa em 20 minutos, ou posso fazer com que ele pague o triplo disso para um técnico que só irá resolver isso dali a um ou dois dias).
O motivo de eu estar cobrando barato é que eu não tenho nenhuma especialização na área, tenho apenas cursos de design gráfico (que nada têm a ver com isso, naturalmente), e sou geek de corpo e alma. Porém, o know-how de anos instalando Windows na máquina de amigos e parentes, configurando redes WiFi (e tentando fazer as pessoas entenderem a importância de usar senha de criptografia WPA), ajudando minha namorada a desvendar o que aconteceu com o iTunes dela, por telefone (enquanto jogava a mensagem de erro que o programa exibiu no Google, pra procurar ajuda da Comunidade), entre outras coisas, pode valer mais que muita teoria e do que a leitura de cabo a rabo dos livros do Gabriel Torres.
3 - Vocês acham interessante explorar isso como modo de vida? Obviamente, é algo que, se bem administrado (e tendo uma boa propaganda), pode dar uma grana legal. Como vou começar uma faculdade nova na metade do mês que vem, e as aulas são no meio da tarde, fica meio tenso arranjar um emprego com carga horária normal (eu poderia ser redator do TB, mas o Mobilon admitiu que eu estou acima desse nível... BRINKS!). Como, enquanto personal nerd, eu trabalharia com hora marcada, poderia ajustar os horários de trabalho para não conflitarem com os da faculdade.
4 - Por último: recentemente um conhecido (filho do cunhado da minha sogra) pediu-me para ajudá-lo a configurar a rede da casa dele. Ele tinha comprado um MacBook Pro usado, e acabou levando uma estação AirPort Express, de quebra. Pediu-me para ensiná-lo algumas manhas básicas do Mac OS, e para configurar a AirPort para ele (uma vez que o técnico que ele tinha chamado, do provedor de internet, não fazia a mínima ideia de como mexer num Mac, tampouco de como usá-lo pra configurar a AirPort). Uma vez que tenho um MacBook E que configuro redes (por costume) até de olhos vendados, poderia fazer aquilo tranquilamente. Um serviço desses sairia entre R$150 e R$250, feito por um técnico especializado. Cobrei R$50 e uma carga no meu MacBook (a fonte quebrou e só voltou do conserto agora, 3 semanas depois). Ele achou caro, desistiu. Minha pergunta: vocês acham que é difícil quebrar a "barreira do favor"? Esse post do Byte que Eu Gosto: http://migre.me/3KhOg explica bem isso. Eu não pretendo ser o cara que faz as coisas de graça, óbvio (tem que pagar aluguel e botar comida na mesa, né?!), mas muitas pessoas, especialmente conhecidos, parece que não esperam que eu cobre por isso. Eu tenho naturalmente que cobrar mas, pelo bem de Deus, se todo o mundo se recusar a aceitar o serviço (que inclusive está bem abaixo do preço praticado no mercado) por não querer pagar por isso, como que eu fico?

Enfim, é isso. Desculpem-me pelo texto gigante, mas eu realmente estou buscando ajuda pra começar nisso, e, naturalmente, o melhor a fazer é perguntar pra quem manja das coisas (I mean, os geeks de plantão leitores do TB). Até!

Matheus Oliveira 107

pode ter certeza que no nordeste tem nicho para isso,na verdade tem no mundo todo por exemplo tablets como ipad são marketeados(ou seria marqueteados?) como friendly-user e just works para esse nicho.
não posso lhe dizer sobre os preços porque aqui é diferente,mas recomendo você evitar cobrar de amigos intimos ou familia proxima(nada de formatar o pc,instalar win7 e kaspesky de graça para aquele primo de 122342243545° grau)
Valorize-se, mas não demais, lembre-se que você ainda não tem nenhuma formação(e provavelmente nem renome) para cobrar muito...
E o principal alem de ser honesto: seja humilde e se esforce que você conseguirá viver(ao menos até concluir o curso na faculdade)
Good Luck

Thiago Mobilon 1264
Admin

Gabriel, o problema é que esse me parece ser um tipo de serviço para classe A. E ainda é uma categoria de serviço onde as pessoas não estão dispostas a gastar.

É como venda de software, entende? A maioria não paga e não está nem aí.

No entanto a ideia deve vender bem praquela tiazona que tá cheia da grana e não tem nenhum sobrinho para importunar. Como parece ser o caso da advogada da matéria da Galileu.

Tem que tomar cuidado pra não misturar as bolas também. A intenção é que você ensine a pessoa a usar como um usuário final e não que ensine ela a fazer coisas mais técnicas. Também não é seu trabalho instalar equipamento nenhum.

Se vira? Realmente não sei, acho que é bem difícil. Vai depender da abordagem que você vai dar pra coisa e da forma que vai tentar vender o "produto".

Matheus Oliveira: A questão do preço é realmente delicada. Estou cobrando relativamente pouco, por ora, tanto por não ter experiência na função (apesar do know-how de anos fazendo isso como favor, como disse), quanto pela aceitação difícil de tal profissional. A parte boa é que o curso que vou começar na faculdade tem relativamente a ver com a área (na verdade, é mais direcionado a produção de conteúdo digital - imagens, vídeos, jogos, etc, mas, como passaremos bastante tempo no computador, tende a se tornar mais natural), e também tem um nome que impressiona: sistemas e mídias digitais. Na prática, é somente um curso de design gráfico, produção multimídia (inclui webdesign, edição de vídeo, etc) e produção de jogos (inédito aqui no Ceará), mas simplesmente dizer "sou aluno de sistemas e mídias digitais na Federal" - com o adicional de que é uma faculdade pública - dá uma primeira impressão bem boa, para o cliente.
A questão da humildade é outra bem cabeluda. Muitas vezes o usuário tem medo do profissional de suporte pelo seu ar de superioridade (no melhor estilo "você não sabe PN, deixa eu arrumar essa joça pra você logo"). Como o suporte é algo secundário na função, sendo primordial o exercício do ensino, o cliente será tratado como qualquer aluno deve ser: alguém que sabe pouco ou nada, mas que está ali por que tem potencial E vontade para aprender. Se mais professores de informática pensassem nisso, o cargo de personal nerd sequer teria sido inventado.
Obrigado pela ajuda aí :)

Thiago Mobilon: Sobre o público alvo: é sim para classes A e B. Incluo na classe B as pessoas que estão subindo na vida agora, e, obviamente, estão tentando - e/ou precisando - se manter atualizadas em relação à tecnologia (por exemplo, o cara que acaba de ser promovido a diretor na empresa e ganha um smartphone).
A questão de não querer pagar é exatamente o meu maior problema: uma vez que você tem um sobrinho/filho/neto/etc que pode pedir ajuda, pra que contratar um profissional? A minha resposta é de que eu seria mais atencioso do que alguém prestando um favor (afinal, a pessoa para quem eu estou ensinando é aquela que tá me permitindo pagar as minhas contas), além do horário (o tal sobrinho/filho/neto/etc, especialmente nessas famílias de maior renda, nunca tem tempo livre, comigo é só me ligar e marcar hora que tá tranquilo).
Sobre prestar suporte: como eu disse, é só para coisas básicas. Se vai ajudar o cliente a ter seu equipamento funcionando 100% mais rápido (e mais barato), melhorar a imagem que o cliente tem de mim, e ainda por cima me render uns trocados, por que não fazer um servicinho ou outro? O exemplo que eu dei do cara que achou caro para configurar a AirPort é bem por aí: ele vai pagar mais caro para um técnico fazer algo que eu faria com muita facilidade (sem contar que vai ter que contratar um técnico por fora, pois o cara do provedor de internet dele não sabia nem mexer no Mac OS, muito menos configurar a AirPort), vai esperar muito mais (pelo que sei, até agora - e isso já faz mais de uma semana - ele tá sem poder usar a AirPort. E ele tem outro computador em casa, que é dividido com a família, ou seja, só tem internet em um ou no outro), e vai perder a oportunidade de saber que eu poderia ajudá-lo em muitas outras coisas, como ensiná-lo alguns truques e manhas do Mac OS, ajudá-lo a sincronizar o notebook com outros equipamentos (como Agenda e Contatos do telefone, por exemplo). Obviamente, ele podia simplesmente pegar a mensagem de erro e jogar no Google (procurando ajuda na Comunidade), mas o problema dele, por exemplo, é que a dona antiga usava uma conexão PPPoE e a dele é a cabo, e você tem que alterar na AirPort a configuração, para ela parar de tentar ler o sinal como PPPoE. Aí ele veria isso (depois de algum tempo de pesquisa, se tiver as sacadas que eu tive, ou então depois de muito tempo, sem essas sacadas), e precisaria: A) Saber o que é PPPoE (e a diferença em relação a conexão a cabo); B) Descobrir se a conexão dele é IP dinâmico ou estático (até ele descobrir que precisa descobrir isso, já vai um bom tempo) e C) Achar essa configuração no utilitário AirPort. Gastando 50 Dilmas, eu teria resolvido isso pra ele em 5 minutos (contando inclusive o tempo pra bootar a máquina), porque manjo tanto de Mac quanto de configuração (básica) de redes.
Logo, se é pra instalar o roteador, trocar um pente de memória (desde que o equipamento já não esteja mais na garantia, obviamente) ou atualizar o software, que mal faz facilitar a vida do cliente? A questão é só deixar claro que eu não sou a pessoa pra quem ele deve ligar quando der pau no Skype, ou quando a internet cair.
Meu plano de vendas inclui, entre outras coisas, firmar parcerias com lojas de informática (por exemplo: recentemente houve um pequeno boom de lojas ganhando status de revendedor autorizado Apple aqui no Ceará, mas ainda há poucos profissionais que sabem lidar com Mac e mesmo com iOS. Esse seria um diferencial enorme para mim) - no esquema "Vocês vendem, dizem que eu ensino a mexer. Quando ele precisar comprar um novo, eu digo que vocês vendem melhor" - e escolas de computação (aqui a coisa fica um pouco mais difícil, pois, apesar de não ser isso, pode aparentar que eu estou querendo roubar clientes deles, quando os focos de ensino são outros - ou alguém já viu curso para mexer em iOS na Microlins?). Algumas malas diretas, cartões de visitas e folders distribuídos (creio que a impressão desses materiais vai ser, virtualmente, meu único investimento inicial) ajudarão a divulgar, também. Fora, naturalmente, a propaganda boca-a-boca. Tenho alguns contatos em classes mais favorecidas (filhos de políticos, de empresários importantes, até minha sogra, que é funcionária pública de médio escalão, mas conhece bastante gente importante - e totalmente ignorante digitalmente).
Que é um trabalho duro? É sim, admito. Traçando um paralelo: minha mãe, massoterapeuta formada e com algumas dezenas de cursos no currículo, sempre sofreu com a rejeição enquanto morava em Fortaleza: as pessoas preferiam pagar R$20 numa massagem na beira da praia (onde, minha mãe constatou, as massagistas não sabiam ABSOLUTAMENTE NADA de anatomia, sequer conheciam o nome do músculo que estavam massageando) a R$60 com uma profissional de verdade (e todo o mundo que se formou junto com a minha mãe e seguiu a carreira sofreu com o mesmo problema). Foi morar em SP e, antes mesmo de terminar de se estabelecer, já tinha propostas de parcerias com diversas academias e clínicas de fisioterapia e medicina oriental. O preço de cada massagem, em SP? R$120 (a mais básica), e não falta quem pague. Ou seja: vou ter que, antes de mais nada, penar para romper o preconceito contra a profissão, para depois, quem sabe, prosperar. Mas, fazer o que, é o que eu gosto de fazer, é o que eu SEI fazer.

E, Mobilon, umas perguntas sobre o TB:
1 - Notei que, diferentemente do blog, no fórum não dá pra ver o navegador/sistema que a pessoa usa. Há algum motivo pra isso? Seria interessante se colocassem, é um recurso de menor importância mas que é bem instrutivo (eu, por exemplo, só conheci o RockMelt, meu navegador atual, vendo-o ser usado por outras pessoas que comentavam no TB).
2 - Estou com duas sugestões de matérias (uma sobre uma polêmica em relação ao SP que rendeu uma discussão bacana entre eu, o Carlos Cardoso, o Marcel do Byte que Eu Gosto e mais dois caras, no Twitter; e um review de um Tablet desses chineses, o Eken M001 - que inclusive já teve um post sobre ele aqui no blog - onde eu ensinaria também uns macetes para melhorar a performance dele), pra onde envio? O texto com as sugestões foi bem detalhado (tipo esse, dá pra notar que eu curto escrever :P), por isso ultrapassou (e muito) o limite de 1000 caracteres do "Envie dicas". Aí queria mandar por e-mail, pra onde mando?

Foi mal por escrever um texto maior que o OP, desculpa qualquer coisa :P

Hernani 134

Mas você terá uma concorrência desleal meu caro. A Internet.

No caso de um personal trainner, você não consegue olhar um exercicio na internet e repetir ele igualmente na vida real, ou provar alimentos pela internet, mas gadgets existem, reviews, dicas, resoluções de problemas, tudo que você pode imaginar, além dos famosos computer guys que fazem isso de graça.

Para realmente ter retorno você precisaria ter contato com pessoas tipo, da classe A, que gastem facilmente com a compra de um iPhone4 hoje e um iPad amanha, produtos de marcas que custam caro, e com possibilidades de comprar iguarias.

Não querendo te desanimar, mas é muito dificil, e não sei porque, "personal" parece muito gay (nada contra)!

Hernani: Mas aí é que tá, meu caro: as pessoas que buscam esse serviço são exatamente pessoas que não têm conhecimento/paciência para gastar tempo olhando reviews/pedindo ajuda na internet. Muito do que eu sei hoje de suporte e de informática e gadgets em geral, eu aprendi com a Comunidade, googleando mensagens de erro, abrindo tickets em help desks, participando de fóruns... E, exatamente por isso, eu sei que nem sempre as coisas estão a um clique de distância. Há coisas, inclusive, que simplesmente não podem ser feitas (a título de exemplo, se vc manjar um pouco: tente instalar drivers 3D no Ubuntu usando um Inspiron 1428. A fabricante do chipset simplesmente SE RECUSA a liberar os drivers, e sabe-se que eles existem porque o criador deles que divulgou que a empresa não os liberaria. Como sei disso? Tive um. Por esse e muitos outros problemas, devolvi, mas sofri pra caramba com ele). O exemplo que eu dei do cara da AirPort, eu descobri a solução pro problema dele cavando no suporte da Apple, e somente eu soube diagnosticar os sintomas e associá-los ao problema que estava sendo relatado no site, um usuário comum dificilmente chegaria nos documentos de suporte, que dirá entender o problema para associá-lo àquele documento específico. Não basta ter a ferramenta, tem que saber usar.
Sobre os computer guys: você prefere alguém lhe fazendo um favor de mau grado, ou pagar por um serviço que sabe que será bem feito? Além disso, tem a questão dos horários: enquanto o computer guy vai ter que trabalhar, ter lazer, tempo pra família, etc, eu estarei sempre à disposição (afinal, esse É o meu trabalho).
Como eu falei pro Mobilon, o público alvo é exatamente classes A e B (a explicação mais detalhada tem no meu comentário respondendo a ele). A questão do preço (não é tão barato, mas é bem mais barato do que pagar cursos de informática em grupo e chamar o cara do suporte de TI pra resolver um problema pequeno) se encaixa exatamente aí. Fora que eu tenho alguns contatos (como também falei pro Mobilon), parentes próximos de políticos, empresários importantes, coisas assim, mas não serão a minha única linha de divulgação (apesar de ser uma das principais).
Eu tenho ideia sim do quanto isso é difícil, mas, de qualquer maneira, eu só vou tar ganhando grana fazendo algo que eu já faço normalmente, e não vou precisar de investimento praticamente nenhum (Meu único custo será o dos materiais de divulgação, já que sou autodidata no ramo, e o conhecimento que eu busquei de fora, eu busquei por vontade própria, ao longo dos anos, e não com a intenção de ganhar grana em cima disso). Tudo o que eu tenho a perder é o tempo gasto montando a plataforma (já criei um blog onde vou dar "drops" do serviço, conta no Twitter só para isso, e terminei agora há pouco - depois de duas madrugadas de trabalho - a parte visual, com logomarcas e papéis de parede pro blog e pro Twitter).
Sobre soar gay: eu também não gosto (não acho que soa gay, mas acho que o termo não é muito simpático, e meio preconceituoso, também), mas ele já existia. É a extensão de uma linha toda de Personals, que começou, obviamente, com o trainer, depois veio o stylist, friend (SEM BRINCADEIRA, OLHA AQUI: http://migre.me/3Kr3L )... Enfim, a questão é que não fui eu quem cunhou o termo, e "assessor tecnológico" (que é o termo que eu gostaria) não é muito comercial (acabei pegando pra usá-lo de slogan).

Thiago Mobilon 1264
Admin

Gabriel Bemfica: Opa, sobre as dúvidas do TB, o melhor é criar outro tópico pra não desviar o assunto desse.

Sobre o texto, manda pra dicas@tecnoblog.net

Li 24

Olá Gabriel,

Acabei de me cadastrar só para poder lhe responder.

Posso dar algumas dicas do ponto de vista de uma 'quase administradora' (acabo de adentrar ao 4º e último do curso)?

O primeiro passo é fazer pesquisa de mercado: saber quem é o seu cliente, como ele está disposto a se relacionar, o que ele precisa e quanto pagaria pelos serviços. Se vc já definiu que vai atender classe A e B, monte um questionário pensando neste tipo de pessoa e aplique com eles e depois faça a tabulação dos dados para obter suas respostas. Com base nisso...

2) Monte seu portfólio: descreva o que você faz detalhadamente, afinal, lembre-se que as pessoas não conhecem o serviço prestado por vc e tampouco conhecem o que precisam, então use linguagem simples, ao invés de escrever que vc configura redes escreva que vc conecta um computador no outro dentro do mesmo ambiente. (isto foi um exemplo, pois eu sou uma tapada em coisas muito novas e, provavelmente, usaria de seus serviços).

3) Faça uma boa apresentação de seu serviços pensando no seu público alvo e nas respostas que eles te deram no questionário elaborado lá no primeiro passo. Divulgue de forma eficiente para atender ao perfil de seu cliente. Não adianta vc anunciar aqui no Tecnoblog, por exemplo, onde a maioria das pessoas tem conhecimento ou sabem buscar a resposta que vc tem a oferecer.

Acredito que com este passos vc consegue saber se o que cobra é caro ou barato, se realmente há mercado para isso - muitas vezes temos excelentes produtos/serviços, porém ainda não temos público para eles - e o que o mercado (consumidores) querem de vc.

Boa sorte!

Caso queira ajuda para montar seu questionário de pesquisa de mercado posso lhe ajudar.

P.S. Para evitar saias justas de ser chamado por um conhecido para um quebra-galho e depois não ser remunerado por isto, explique, já no primeiro contato, que vc faz disto uma profissão e que seu preço é R$ x,xx ou que aceita troca por um serviço que esta pessoa possa oferecer.

Eu curti muito a idéia! se possivel ate tentaria fazer isso aqui em curitiba! quem sabe nao rola uma perceria? :) qq coisa meu twitter @guioficial melhor maneira de me achar!

Grabiel acho que o pessoal acima já informaram as principais dicas que você deve seguir,

e certamento o ponto principal será que o Personal Geek será o cara que trará a solução para o cliente com uma certa exclusividade, e no tempo mais breve possível ( Pois pode surgir algo que necessite de um estudo mais detalhado).

E ainda dependendo da situação o Personal Geek pode atuar com vários "Produtos" , diferente de alguns casos de suportes técnicos que só são autorizados a atuarem em determinada linha de produtos ou marcas.

Fica minha contribuição =D !!

Att,
Maykon Perin dos Reis
@maykonperin

farad teixeira 1

Gabriel o que você quer fazer creio que seja isso http://www.geeksquad.com/ mas pra isso é necessário montar um team.

personal nerd talvez não seja o melhor nome, pois no meu entendimento Nerd dá a entender um cara que faz as coisas porque sabe fazer,apenas, daí muita gente achar que qualquer coisa que o nerd faça tem que ser de graça.

Acontece muito comigo também, por exemplo, consertei um aparelho de som de uma "amiga" minha e queria me dar coisa de 10,00 . é brincadeira né?, pensei comigo.

Para mim, tal coisa funcionar atendendo as pessoas comuns, precisaria levar os custos próximos a zero, resolvendo as coisas por skype e/ou telefone e mandando um email de cobrança paypal . Agilidade sendo fundamental, cobrando barato e trabalhando rrápido. (Eu faria desse modo) Tipo, ligue para esse número e alguém vai lhe dizer como fazer seu blueray funcionar como deveria.(Um número grande de pessoas não consegue ler um manual técnico sozinhas) E não é preciso inteligência para ganhar dinheiro , obrigatoriamente E essas pessoas precisam de ajuda. ( sem ofenças a quem se acha desprovido de QI)

No caso de visitas o que você vende é você mesmo, não o serviço, quem vende serviço é suporte técnico. Classe A não perde tempo pesquisando em foruns (só se for por hobby), nem vai perguntar por ai , ele vai pelos meios oficiais, assistencias por exemplo, mesmo que seja para configurar um controle remoto. "Eles" querem que funcione e a maioria não quer perder tempo apredendendo nada.
Para chegar na Classe A só se você for mais confiável para o cliente do que a própria fábrica.
Para chegar nisso é complexo, passa por muitos níveis, começando pela aparência, você pode configurar o roteador do cara em 45 segundos que ele não vai deixar nunca você entrar na casa dele com um corte moicano, e se fizer o favor de deixar você resolver o problema dele não vai te pagar nada por isso. Eles sempre vão escolher o cara que parece o genro ideal para a filha dele, mesmo que o cara demore 2 horas para fazer o serviço e venha recomendado por alguém do seu círculo, se demorar vão conversar para passar o tempo.
Como a moça acima disse, é preciso conhecer seu cliente, e além disso preencher as espectativas dele.

A tabela não acho uma boa por dois motivos, é vulgar, parece coisa de açougue, de balcão, de suporte técnico e o segundo motivo e mais importante é que a maioria absoluta dos seus possiveis clientes não vão fazer a mínima ídeia de por que uma configuração de rede é mais cara do que uma formatação de HD.

"Configurar a rede foi tão rápido, por que é mais caro que formatar e "becapear" o hd?" Típico, né não?

Eu cobraria por hora ou faria um orçamento conforme a cara do cliente.

Quero conversar mais com você, tem muita coisa que não falei ou que ainda não me ocorreu sobre o assunto, talvez você queira gravar um podcast com a gente e pegar mais feedback (http://rapaduradigital.com.br), Também sou de Fortaleza e faço parte do staff de um site faradfortaleza@hotmail.com para contatos.

boa sorte.

Thiago Mobilon: Tranquilo, velho, o importante era o e-mail pra mandar as dicas, mesmo, vou enviar logo mais.

Li: Valeu pelas dicas. Achei legal você dar a ideia da pesquisa de mercado, eu tinha simplesmente assumido que o público-alvo era classes A e B e pronto. Os preços eu defini me baseando, nas questões de suporte, em preços do mercado (botei cerca de 60% do valor cobrado pelos profissionais mais baratos), e nas aulas, nos preços já praticados por profissionais do ramo em outros estados. Mas valeu mesmo pela ideia, vou elaborar um questionário (eu já tinha uma ideia de questionário pronta, mas seria só depois do primeiro contato já estabelecido com o cliente, para saber o tipo de serviço que eu faria com ele, e tal - por exemplo, se a pessoa queria aprender a mexer no PC pra ver músicas, ou pra entrar na internet, e por aí vai) pra definir o que o público procura num profissional do tipo. E vai me ajudar a elaborar melhor os preços, também.
Sobre o portifólio: passei a madrugada de terça pra quarta fazendo isso. Montei um Folder explicando detalhadamente e com linguagem simples do que se trata o serviço, as vantagens, e montei um programa de recomendação básico, também. Upei o folder no Google Docs, segue o link: http://j.mp/h1q3Xd
E, sim, eu sei que tem muito texto. Mas eu não sou NADA bom em ser sucinto. Vou melhorar ainda o texto, tirar redundâncias, deixar mais leve. Mas vai demandar um bom esforço.
A ideia da apresentação já tá encaminhada. Vou montar um arquivo em powerpoint e, como tenho um tablet, posso mostrá-lo prontamente (sem precisar marcar horário, já no primeiro contato posso mostrar a apresentação, algo mais interessante do que o folder em papel), além do fato de ser um tablet (que é o gadget da moda) impressionar bastante. A divulgação vai ser baseada principalmente, como já disse, em malas-diretas e parcerias com lojas de informática (dei o exemplo do grande número de revendedores autorizados Apple que surgiram aqui em Fortaleza ultimamente, num comentário anterior), além do boca-a-boca com alguns contatos que tenho ligados a pessoas influentes (políticos, grandes empresários, etc). Eu tinha pensado em anunciar alguma coisa no MercadoLivre (eles possuem uma seção própria para profissionais oferecendo serviços) e/ou em sites de recrutamento online (Catho, Manager, etc), mas não daria muito retorno pelo mesmo motivo do exemplo que você deu aqui do TB.
Estou pensando também em montar um plano de negócios. Me formalizar com o Sebrae, por exemplo, é algo que eu posso fazer depois, caso o negócio prospere, mas ter um plano de negócios para si próprio, para traçar metas e prazos, eu considero bem importante.

Guilherme Nunes : Cara, pode ser. Não digo uma parceria propriamente dita (do tipo um recomendar o outro a clientes, etc), mas uma troca de experiências e ideias sobre a função é muito bem vinda. Não tenho certeza se está em uma dessas duas reportagens que eu postei, mas sei que já li uma que dizia algo sobre Curitiba, salvo me engano um profissional de São Paulo que tinha um cliente - que pagava muito bem - aí na capital do Paraná. Dá uma olhada, quem sabe esteja nesses links. Eu entro em contato contigo depois, pra discutirmos melhor sobre isso.

Maykon Perin dos Reis: Obrigado aí, cara. O meu ponto é exatamente esse, eu serei um profissional que se relaciona mais diretamente com o cliente do que um técnico de TI (que atende, às vezes, dezenas de pessoas por dia, e faz um serviço completamente impessoal), inclusive o próprio nome sugere isso. Na academia, o personal trainer só atende um cliente por vez, ainda que acabe atendendo a vários por dia (diferente de outros instrutores, aqueles cujo serviço é incluso na mensalidade, que se ocupam com vários alunos ao mesmo tempo). A questão de ser multiplataforma é algo que trabalha a meu favor, pois eu estou sempre com dispositivos diferentes (tenho um MacBook, vez por outra mexo com Linux, todo o mundo que conheço usa Windows, tenho um smartphone e um tablet com Android, até pouco tempo atrás - troquei pelo tablet que eu falei ali - tinha um smartphone com Windows Mobile, e minha namorada, e vários amigos, possuem iPods Touch, com iOS).

farad teixeira: O Geek Squad é ligeiramente diferente, pois nele os caras vão lá e fazem o serviço, pelo que eu vi. Talvez ensinem também, mas, numa olhada rápida, me pareceu que o objetivo inicial não é dar aula, mas resolver problemas. Eu não quero abrir uma peixaria, quero abrir uma escola de pesca. E uma observação importante, também: o site deles é muito dividido, tem dezenas de categorias e subcategorias, isso confunde o cliente, especialmente os mais simples (o cara já tem a visão de que informática é uma coisa complicada, se abrir um site daqueles vai piorar ainda mais a imagem)
Sobre o nome, como eu expliquei pro Hernani, é porque simplesmente o nome já existe. Segue a linha de vários serviços personal (trainer, stylist, etc). Eu preferia "assessor tecnológico", mas o nome não é muito comercial, aí acabei pegando-o para slogan.
Essa questão das autorizadas eu entendo perfeitamente, mas são pouquíssimos os lugares (pelo menos aqui em Fortaleza) que têm profissionais de pós-venda destinados a ensinar o cliente a usar o equipamento. Eles se eximem de qualquer responsabilidade, usando a desculpa de que o cliente supostamente compra aquele produto especificamente porque já sabe usá-lo. Meu ponto é abrir parceria exatamente com essas lojas, oferecendo meu serviço como um "plus".
Sobre o pagamento, meu ponto é que eu não aprendi sozinho, tampouco facilmente ou rapidamente, muito menos de graça. É como pedir pra um designer gráfico criar uma logomarca de graça pelo simples fato de que ele sabe fazer isso.
O atendimento por telefone é difícil, pois todos sabemos que é bem complicado ajudar quem quer que seja a resolver um problema se você não está vendo o que está se passando. Skype é uma possibilidade para problemas mais simples, mas e se o cliente não souber usar nem o Skype, pra começo de conversa? O mesmo problema do Skype vale para o PayPal (além de ser um tanto complicado carregar a conta aqui no Brasil, mas nesse caso o PagSeguro seria uma solução suficiente). Pretendo ter a agilidade como mote do meu serviço (apesar de cobrar por hora, me é mais interessante ter um cliente satisfeito, que vá me chamar outras vezes, do que ficar enrolando e ganhar por uma hora a mais de "trabalho", mas causar no cliente a impressão de que eu enrolo), e o preço baixo vem não só do fato de que eu não tenho nenhuma qualificação formal na área (ninguém tem, mas se um dia abrir curso de personal nerd em alguma faculdade, pode contar que eu vou me inscrever!), e tampouco experiência profissional.
O lance do "querem que funcione, mas não querem perder tempo aprendendo" é meio complicada. Se eu for contratado pra ensinar alguém a usar o smartphone, por exemplo, eu vou ter que ensinar, não tenho outra opção. Agora, se for para ligar o computador ao sistema de som, é óbvio que eu vou fazer a instalação sem dar muitos detalhes para o cliente (a não ser que o mesmo assim deseje), porque são detalhes que ele não precisa - e certamente não quer - saber.
E o moicano eu já tirei. Estou com ele de novo agora, mas está baixo, raspei o cabelo - depois de cerca de 2 meses com ele já raspado - e deixei um moicano baixo, só por brincadeira, vários amigos que passaram no Vestibular se reuniram e aproveitaram pra raspar o cabelo uns dos outros, aí eu tava no meio e botei o moicano só pra frescar. Logo o tirarei.
O conceito de "vão escolher o genro ideal" me pareceu bem interessante, eu não tinha pensado dessa forma. Tenho a vantagem de saber me arrumar (geralmente sou meio mulambento, mas me arrumo muito bem quando a situação exige), e ter uma boa conversa (sempre tive um nível cultural mais elevado, apesar de não ter grana, minha família sempre teve amigos endinheirados, então eu aprendi a me portar desde cedo em casos assim),
A tabela de preços, além de ser algo preliminar (especialmente depois que a Li abriu meus olhos pra essa questão), é algo mais pessoal, não vou apresentar isso para o cliente. Se ele contestar alguma coisa (essa questão de configurar a rede que você pôs é o exemplo perfeito), eu explico que o nível de conhecimento envolvido é maior. Não é só porque algo é mais trabalhoso que é mais difícil, e isso vale pra qualquer área da vida, não só pra informática. Os preços das aulas estão definidos por hora, e óbvio que eu posso - uma vez que seria um profissional liberal - ajustar o preço de acordo com a relação que se desenrolar comigo e o cliente. Vou dar uma olhada mais detalhada no seu site, depois, e pode deixar que eu entro em contato.

Obrigado a todos que estão ajudando, eu estou realmente animado com esse projeto, e ver toda essa ajuda e retorno me estimula bastante!

Li 24

Gabriel Bemfica: eu li todo o seu folder e acho que as informações estão perfeitas, só é preciso organizá-las e enxugá-las para que se torne atrativo para o cliente ler. Algumas dicas: letras e cores contrastantes, porém sem virar "carnaval". É possível sintetizar muita informação através da missão e do objetivo de sua empresa (você), utilize tópicos, deixa o texto limpo e rápido de ler.
Se quer fazer o plano de negócio, realmente comece pelas pesquisas de mercado. Para ter uma ideia, se ainda não tem, o SEBRAE e a FGV oferecem cursos on-line gratuitos, com emissão de certficado, nessa área: plano de negócios, fluxo de caixa, gerenciamento, empreendedor individual, etc. Se quiser ajuda para o plano de negócio, posso lhe ajudar, pois é o que farei durante o ano inteiro de 2.011. (desde pesquisa de mercado até lay-out e mão de obra).
Cuidado com preços diferenciados de acordo com o cliente, um pode falar para o outro e vc fica mal. O ideal é ter uma tabela com seu valor por hora ou serviço, dependendo do caso. Não é preciso apresentar a tabela ao cliente, mas mantenha-se 'fiel' a ela, claro que vc pode incrementar os custos de acordo com a situação, mas deixe claro no orçamento/contrato de prestação de serviço. Exemplo desta situação? Seu cliente está há mais de 50Km de distância de vc e isto lhe tomará muito tempo em deslocamento, combustível, trânsito, desgaste físico, etc, portanto é justo que cobre um adicional.
Acredito que hoje a tarde terei um tempinho e posso iniciar um questionário básico para você, mas o ideal é fazer o questionário, aplicar com conhecidos (pai, mãe, irmãos, etc) para checar se ele responderá a todas as perguntas que necessitamos.
Costumo ficar on line o dia inteiro, principalmente no MSN, se quiser ir trocando ideias, me fale que eu passo o endereço.

Li: Eu realmente preciso trabalhar no tamanho do texto, isso é fato. Mesmo eu, que sou viciado em leitura, me sinto desconfortável quando pego um folder com textos longos. Meu problema seria: com o que preencher o resto? Eu poderia aumentar a fonte e espaçar um pouco mais os tópicos, depois de diminuir o texto, mas, ainda assim, ficaria um espaço vazio bem grande. Os tópicos já estão sendo usados (pode ver: "Método de ensino", "Diferencial", "Consultoria de compras", e outros), o problema é que o texto muito extenso acaba "neutralizando" ou até revertendo a facilidade de leitura propiciada pelos tópicos.
A partir dessa segunda, estarei entrando em contato com lojas de informática aqui de Fortaleza, tanto para propor a parceria quanto para pedir permissão para fazer a pesquisa com os clientes. Estou pensando em visitar as lojas na segunda-feira e, a partir de terça até dia 12 (dia 13 é domingo e dia 14 as aulas da faculdade começam), ficar de 2 a 3 dias em cada loja que me autorizar. Justamente pelo fato de o serviço ser direcionado às classes A e B, há um número limitado de lojas (cerca de 5) em que me seria vantajoso aplicar a pesquisa, pois já estaria lidando com um público muito próximo ao meu público-alvo.
Sobre os preços diferenciados, é mais ou menos isso que você propôs, mesmo. Mas, por exemplo, o cara me contrata para configurar a WiFi dele e eu levo menos de 15 minutos pra resolver isso, eu não vou cobrar o preço inteiro, é até meio desonesto, ao meu ver. Da mesma forma, eu nunca vou cobrar um preço básico de um cara que more a 50km, especialmente se você contar que eu não tenho carro, e estaria andando a pé e de ônibus por um local desconhecido (ou seja: além de tudo isso que você falou, ainda há adicional de risco). A tabela com os preços mais ou menos definidos (na verdade, as aulas tiveram os preços definidos meio no chute - eu simplesmente cobrei mais caro pelas aulas que me tomariam mais tempo em pesquisa - e os de suporte foram calculados pra ficar cerca de 50% do preço de mercado) está no post original.
Eu não costumo entrar no MSN (desde que me viciei to Twitter, e a experiência com diversos clients de MSN incompletos e/ou com bugs no Mac OS me afastaram dele), mas você pode me encontrar pelo Twitter (@gabriel_k3n) ou por email (gobemfica@gmail.com). Como sempre estou com meu smartphone à mão, você pode contar que eu vou ler a mensagem em pouco tempo :)
Ah, e valeu pela dica dos cursos do SEBRAE e da FGV, vou dar uma olhada neles daqui a pouco.

Li: Ah, sim, e quase me esqueci: A apresentação em PowerPoint tá aqui, pelo slideshare (Valeu ao Thássius e ao Mobilon por me apresentar essa ferramenta FODA que é o Slideshare, nunca tinha achado um site pra upar apresentações em PowerPoint): http://slidesha.re/h4FJ3k

Atualizando o pessoal do TB: Nos últimos dois dias estive indo em lojas de informática, oferecendo parcerias. Duas lojas - uma loja pequena, especializada em Apple, e outra sendo a única revenda Apple exclusiva de Fortaleza (contando inclusive com a única assistência técnica autorizada da marca da cidade). Na primeira, o cara foi bem receptivo, pegou meu contato e disse que eu podia aguardar, que ele me recomendaria para os clientes. Na segunda, o dono me ofereceu uma vaga como Genius! Infelizmente não pude aceitar (e ainda estou me remoendo por isso), pois o horário é conflitante com a faculdade que começarei em duas semanas. Duas outras lojas me informaram que já possuem serviços semelhantes (uma, também especializada em Apple, gratuitamente, outra, maior, cobra - e caro - pelo serviço). Por fim, há duas lojas, de grandes redes, em que o responsável não se encontrava no dia, e às quais voltarei hoje, mais tarde.
Por ora, o retorno tem sido 7/10. Nessas redes grandes, vou, além de propor a parceria, pedir a permissão para dar plantão aplicando a pesquisa de mercado que desenvolvi.
Ainda há uma última rede que não é revendedora Apple, mas possui um número interessante de lojas e de clientes. Manterei essa rede como não sendo uma prioridade, mas, ainda assim, entrarei em contato com algum representante dela.

Li 24

Gabriel Bemfica: Oi! Não esqueci de sua pesquisa, só tive uns pequenos contratempos, perdon.

Posso lhe diser uma coisa? Espero que não veja como 'balde de água fria', mas quero ver seu negócio prosperar e não cair na estatística de que a maioria das empresas fecha em 2 anos. Vc está começando ao contrário: visite as lojas explique sua intenção e peça permissão para aplicar o questionário, ou deixe para que eles apliquem com os clientes. Com base no resultado, volte na loja e exponha os resultados propondo parceria. Para o comerciante é mais seguro investir em vc e além de passar uma imagem mais profissional de vc, vc joga certo, se estabelece somente onde há público. Suponha que a loja que aceitou a parceria tem público característico geek. O que vai acontecer com vc? Não lhe sobra muito trabalho correto? Para não ter de fazer 2 questionários: 1 para o cliente e outro para o lojista é preciso incluir perguntas que lhe deem visão do perfil da loja.
Alguns rascunhos de perguntas que pensei:
- frequencia que adquire novidades tecnológicas
- onde busca informação
- tempo médio para aprender a usar uma nova tecnologia
- acha que utiliza toda a capacidade/recurso do aparelho
- onde costuma adquirir os aprelhos
- onde adquire acessórios
- utilizaria o serviço de um "personal nerd"
- está disposto a pagar pelo serviço
- quanto está disposto a pagar
- quantas vezes precisa/precisou de um técnico, mesmo que seja informal
- gostaria de aprender a realizar configurações simples
Fora as questões de praxe para traçar o perfil: sexo, idade e, talvez renda. Além de poder identificar em que loja/região foi aplicado o questionário.
O ideal é que todas as respostas sejam fechadas (vc deve dar alternativas para cada pergunta e evitar espaços para a pessoa escrever o que quer, dificulta a tabulação dos dados). O ideal era saber a população de consumidores de tecnologia na região em que pretende atuar para que possamos calcular o número de formulários que devem ser aplicados para que vc tenha uma resposta confiável, porém acho um dado complicado de se obter, pois não basta simplesmente somar o nº de clientes mensais de cada uma das lojas, afinal a mesma pessoa pode ser cliente de mais de uma dessas lojas.

Li: Obrigado pela ajuda! O questionário que eu elaborei tem mais ou menos tudo o que você falou, upei ele no Scribd: http://www.scribd.com/doc/48107584/Pesquisa-de-mercado dá uma olhada e diz o que achou. Eu estou primeiramente propondo a parceria - pelo menos nas lojas onde pretendo aplicar o questionário - exatamente pelo fato de que as lojas ficariam desconfiadas se eu simplesmente chegasse "oi, quero fazer uma pesquisa aqui, posso?", sem dar mais explicações. Para simplificar o discurso, digo logo qual a intenção da pesquisa, e proponho a parceria.
Em relação à quantidade, eu estou pensando em 200 (aliás, vou ver se imprimo 200 de cada um - pesquisa de mercado, entrevista para a primeira visita, folder e cartão de visitas). Para um primeiro momento acho apropriado, se houver demanda mando imprimir mais alguns.

Como eu disse, as únicas lojas onde não tive retorno bom foram exatamente as duas que já possuem profissionais do tipo. Mesmo assim, em uma delas o cara me pediu pra mandar o material, pra ver se o supervisor dele se interessava em ampliar o serviço.

Li 24

Gabriel Bemfica: Acho que ficou muito bom e responde bem ao que se propõe. Algumas modificações que eu faria: tiraria a forma de contato do formulário ou deixava claro que é opcional. Muitas pessoas não respondem a questionários com estes dados com medo de serem importunadas. E ao deixar o contato é bom pedir a forma como gostaria de ser contatadas e o melhor horário.
Incluiria a pergunta sexo para poder fechar algumas tabulações. Homens e mulheres lidam diferentemente com a tecnologia e vc pode oferecer serviços/propagandas mais personalizadas ainda.
Fecharia ao máximo as respostas, qdo vc dá opções vc explica o que quer saber e diminui seu trabalho de pesquisa.
Ao realizar a pergunta 26 lembre-se de já ter explanado o serviço a ser oferecido ou troque o personal nerd por outra expressão mais auto explicativa.
Antes de imprimir, aplique o questionário com alguns amigos, parentes ou mesmo com o pessoal daqu do Tecnoblog, se for permitido, só para testar se o questionário lhe responde tudo e sentir como será na prática.
Para a faculdade uso sempre o GoogleDocs para fazer essas pesquisas, quebra um galho e já sai os gráficos, facinho de enxergar as respostas. Pelo menos para esta prévia ajuda.

Li: Essa questão do contato ser opcional e tal seria explicada na hora, pro cliente. Até porque eu mesmo não tenho grana pra ficar ligando a torto e a direito pras pessoas. Imagina se todo o mundo concordar, ligar para 200 pessoas? Haja grana!
Sobre o sexo, eu achei que tinha posto no questionário, mea culpa. Vou ajeitar :)
Você viu que eu fechei bastante as respostas, só algumas poucas - que seria mais prático, porém menos útil fazer objetivas - estão em aberto.
A pergunta 26 também foi falha minha - eu ia botar logo antes dela uma observação para que eu explicasse ao cliente do que se tratava o serviço, mas acabei esquecendo.
Vou dar uma olhada nos formulários do Google Docs, e aplicar com alguns conhecidos, sim. Valeu pela dica! :D

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